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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Novena e história de Santa Isabel da Hungria


Como eu havia postado antes, eu buscava uma novena de Santa Isabel da Hungria, mas não havia encontrado novena especifica dedicada à santa. Não é uma santa muita conhecida no Brasil, mas tem grande devoção em diversos lugares do mundo. Portanto, hoje estou postando a novena de Santa Isabel da Hungria, para que você possa fazer em sua casa ou até mesmo em alguma capela de sua comunidade. A história de Santa Isabel da Hungria é muito bonita e você pode ler logo após a novena.
O dia de Santa Isabel da Hungria é 17 de novembro, portanto os festejos à santa começam dia 7 deste mês.
NOVENA DE SANTA ISABEL DA HUNGRIA

Invocação a Santíssima Trindade: Em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo, amém! (Se preferível cantar “A nós descei Divina Luz)

Oração Preparatória: Ó Santa Isabel ei-nos aqui diante de vós, confiante em vossa intercessão. Vimos depositar em vosso coração cheio de amor, o nosso pedido que tanto necessitamos, olhai para nós que fazemos esta novena e alcançai-nos de Jesus, as graças que agora suplicamos. (Faça seu pedido) de modo particular a paz em nossos corações e em nossas famílias, dando-nos muita força e esperança nas tribulações da vida. Que no nosso sofrimento e nas dificuldades mesmo materiais, não percamos nossa fé, nem abandonemos os nossos deveres religiosos. Amém.
(Rezar: Pai Nosso, uma Ave Maria e Glória ao Pai).

Rezemos com muita confiança a Ladainha de Santa Isabel da Hungria.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.



Santa Maria, Mãe de Misericórdia, rogai por nós.
Santa Isabel, mãe dos pecadores, rogai por nós.
Santa Isabel, temente a Deus desde a infância, rogai por nós.
Santa Isabel, fervorosíssima adoradora de Deus, rogai por nós.
Santa Isabel, devota do discípulo amado de Jesus, rogai por nós.
Santa Isabel, imitadora de São Francisco, rogai por nós.
Santa Isabel, nobilíssima pela geração e pela fé, rogai por nós.
Santa Isabel, dada a todos os atos de piedade, rogai por nós.
Santa Isabel, que pernoitáveis na oração e contemplação, rogai por nós.
Santa Isabel, consolada muitas vezes com visões divinas, rogai por nós.
Santa Isabel, amável a Deus e aos homens, rogai por nós.
Santa Isabel, admirável desprezadora do mundo, rogai por nós.
Santa Isabel, modelo de pobreza, castidade e obediência, rogai por nós.
Santa Isabel, consoladora dos casados, rogai por nós.
Santa Isabel, espelho das viúvas, rogai por nós.
Santa Isabel, norma de penitência e de humildade, rogai por nós.
Santa Isabel, dotada de admirável mansidão, rogai por nós.
Santa Isabel, que desprezastes as delícias da real casa paterna, rogai por nós.
Santa Isabel, amante da Cruz de Cristo, rogai por nós.
Santa Isabel, luz das mulheres piedosas, rogai por nós.
Santa Isabel, Mãe dos órfãos, rogai por nós.
Santa Isabel, consoladora de todas as aflições, rogai por nós.
Santa Isabel, que destes aos pobres todas as vossas riquezas, rogai por nós.
Santa Isabel, privada do auxílio dos vossos parentes, rogai por nós.
Santa Isabel, pacientíssima nas contrariedades, rogai por nós.
Santa Isabel, abrigo dos peregrinos e dos doentes, rogai por nós.
Santa Isabel, arrimo de todos os necessitados, rogai por nós.
Santa Isabel, afugentadora dos demônios, rogai por nós.
Santa Isabel, que alcançáveis de Deus a conversão dos vaidosos e dos viciados, rogai por nós.
Santa Isabel, que ouvistes cantar os anjos em vossa morte, rogai por nós.
Santa Isabel, adornada de milagres na vida e na morte, rogai por nós.
Santa Isabel, que socorreis misericordiosamente aos vossos devotos, rogai por nós.



Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, Santa Isabel.


R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração Final: Oremos, ó querida Santa Isabel, sob a vossa proteção queremos nos colocar. Vossa espiritualidade nos inspira ainda hoje no seguimento de Jesus. Ensinai-nos a acolher com carinho os pobres, os doentes, os abandonados, manifestando a eles o imenso amor do Pai. Estimulai-nos para que tenhamos coragem de estar ao lado deles, defendendo as suas lutas e assumindo as suas dores. Assim como vós, queremos construir a paz, partilhar o pão da justiça e distribuir rosas de alegria aos nossos irmãos. Intercedei por nós para que também possamos, um dia, gozar das alegrias celestes na presença de Deus.
Santa Isabel da Hungria, rogai por nós.

HISTÓRIA DE SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).
De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.
Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.
Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.
Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.
Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.
A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder… Mas ele, delicadamente, insistiu e… milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.
Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.
Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.
Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!
Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.
De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.
Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!
De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: “Minha herança é Jesus Cristo !” E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.
Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.

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