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terça-feira, 25 de março de 2014

Quaresma: Confia em Jesus


São muitos os momentos em que precisamos de uma palavra amiga e um abraço fraterno, mas não é em todos os momentos em que temos as pessoas certas junto conosco é aí que você então se pergunta: onde estão aqueles que caminharam ao meu lado?

Infelizmente as pessoas se afastam de você tão depressa quanto se aproximam, talvez por problemas maiores que o seu ou outras circunstâncias. Mas se tem alguém que não te esquece, esse é Jesus.

Não importa o tamanho da sua dor, não importa se está triste ou feliz Jesus estará sempre contigo, embora as dificuldades sejam ainda maiores e se você confia n'Ele com certeza você terá vitória em sua vida, pois os que confiam no Senhor não se abalam jamais.

Nessa quaresma se entregue ao seu momento de oração, e confie em Jesus, pois Ele te dará a Salvação.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Como fazer o jejum prescrito pela Igreja - Prof. Felipe Aquino

 A Quaresma nos oferece um “tempo favorável” como diz  São Paulo (2Cor 6,2) para deixar o pecado e voltar-se para Deus. E a Igreja nos propõe nesse tempo três coisas importantes: Jejum, esmola e oração.
Neste vídeo o prof. Felipe fala-nos um pouco sobre a importância do jejum. Assista:

Quaresma: 'Tempo forte de fé na vida da Igreja'



A Quaresma é um tempo litúrgico muito especial na Igreja de Cristo.

Ela nos prepara para a celebração da Páscoa, a principal festa litúrgica cristã, pois nela se celebra a ressurreição de Cristo.

O Missionário Redentorista, padre Ferdinando Mancílio, explica que deste modo se tem o prolongamento quaresmal que é o Tempo Pascal.

“Historicamente o Tempo da Quaresma intervém três elementos fundamentais, a preparação dos catecúmenos para o batismo na vigília pascal, a reconciliação dos penitentes públicos para viverem com a Comunidade e a preparação de toda a Comunidade para a grande festa da Páscoa”, afirmou.

A Quaresma carrega a conversão tão necessária para todos nós. A certeza da vida em Cristo, Ele ressuscitado dos mortos é a grande força para todos os que nele creem.

“Por isso, a Quaresma é liturgicamente batismal. Deste mesmo sentido decorrem a penitência e os jejuns, ou seja, voltados para a conversão pessoal e comunitária”, acrescentou padre Ferdinando.

De acordo com o Missionário Redentorista, a reforma conciliar – SC 109 – 110 nos faz entender que a Quaresma é: um tempo de renovação, de retiro, de conversão, tempo forte de fé na vida da Igreja, na vida dos cristãos e de todas as Comunidades eclesiais, momento em que voltamos nossa atenção ao mistério pascal, à passagem do mundo para o Pai, reunimo-nos nos grupos ou em Comunidade para meditar a Palavra e tomar iniciativas favoráveis à vida.

“Esse tempo favorável da graça divina nos desperta para revisar nossa vida e nossos propósitos libertadores, como também nossa ação pastoral. Quaresma é tempo propício para mudar a vida da gente”, concluiu.

(Fonte – www.a12.com)

Quaresma: 'Se não fizerdes penitência, todos perecereis'

'Se não fizerdes penitência, todos perecereis'

Desde o início do Cristianismo a Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz lembrar as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente, “para tirar pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso.

São Paulo insiste: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (cf Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).

A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para deixarmos o pecado e voltarmos para Deus. E para isso fazemos penitência. O seu objetivo não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

A melhor Penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em Sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (cf. Jo 20,22) dizendo-lhes: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Além do Sacramento da Confissão a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade: sobretudo as recomendadas por Jesus no Sermão da Montanha (cf. Mt 6,1-8): “O jejum, a esmola e a oração”, chamados pela Igreja de “remédios contra o pecado”.

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos dar esmolas; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm como objetivo livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância, luxúria, preguiça) não dominem a nossa vida e a nossa conduta.
A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).
“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados” (Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” (Eclo 29,15).
Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual: fazer o jejum que consegue (cada um é diferente do outro); pode ser parcial ou total. Pode, por exemplo, deixar de ver a TV, deixar de ir a uma festa, a uma diversão, não comer uma comida de que gosta ou uma bebida; não dizer uma palavra no momento de raiva ou contrariedade, não falar de si mesmo, dar a vez aos outros na igreja, na fila, no ônibus; ser manso e atencioso com os outros, perdoar a todos, dormir um pouco menos, rezar mais, ir à Santa Missa durante a semana... Enfim, há mil maneiras de fazer boas penitências que nos ajudam a fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria.

A penitência não é um fim em si mesma; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.

Assista ao vídeo: O que é a Quaresma?

(Fonte – Canção Nova)

quarta-feira, 5 de março de 2014

O que é a quaresma?


A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Convida-nos a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

(Fonte – Canção Nova)


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vivenciando a Quaresma


Nesse pequeno vídeo explicamos um pouco sobre o que é a quaresma, o que devemos fazer durante esse período da Igreja. Confira:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vivendo uma Verdadeira Quaresma



Este texto é a transcrição da pregação sobre a Quaresma no Renascer do Rio. Mantido o tom coloquial.


Vamos ler juntos o Evangelho de São Lucas 4,1-12 (Quando Jesus esteve no deserto).
Nesta pequena motivação que vamos fazer agora, nós queremos mergulhar nesta palavra, pois a partir de amanhã se aproxima um tempo muito precioso para nossa Igreja. É a Quaresma. É um retiro no qual imitamos o senhor Jesus, vivendo o mistério que Ele viveu. E se nós queremos uma primeira direção, é exatamente esse versículo. Ele, conduzido pelo Espírito Santo, atravessou o deserto. Aqui começamos a entender qual o projeto de Deus. O projeto de Deus para nós nesse período. Nesses dias falamos de santidade, e desse novo ardor na evangelização. Tanto você que é “o Imaculado” como “o orgulhoso” que está seu lado, sabe das nossas fraquezas. Assumimos quem nós somos: Imaculados ou orgulhosos. Mas a nossa alma deseja esse encontro com Deus e pergunta: “Senhor eu não te encontro. Por que te ocultas? Por que te escondes?” Muitas vezes buscamos a Deus assim. Ele se esconde. Quando você diz isso, Ele responde: “Eu me escondo pra você me procurar melhor. Para que sua busca seja mais saudável. E para que você me encontre de fato”. Onde eu te procuro quando vc se esconde? “Nas profundezas da sua alma. No segredo do seu coração. Onde eu gosto de me refugiar”.
Quando pensamos em Quaresma, achamos que é penitência, jejum, deixar de tomar coca-cola, deixar de ir pro "Shaika", não tomar sorvete, andar 10 quarteirões em vez de 8. Achamos que é isso. Ficamos num ritualismo. Deus se esconde na nossa alma. Muitos santos aproveitavam a Quaresma para uma profunda conversão, Kenosys. Um profundo esvaziamento espiritual. Há revisão de vida, penitência, esmola, caridade, mas nós precisamos que o esconderijo preferido de Jesus seja no íntimo do nosso coração.
Onde é o esconderijo de Jesus? Na intimidade do seu (teu) coração. Para uma boa Quaresma, fazemos o silêncio. Este vale mais que o jejum. Faz aí pro “imaculado”, fecha a boca dele. Não é ser um grosso, e parar de dizer “Oi, tudo bem” ou “Como vai?”. Período de Quaresma é período de silêncio. Para podermos escutar a Deus. Jejum da língua. Lembra da língua? Onde ela leva? Pro inferno! Se não tomar cuidado. Faça jejum da língua. Se retire em silêncio nesta Quaresma. Deixe que os outros falem. Deixe principalmente que Deus fale. Deixe esse propósito ser de dentro pra fora. A vontade de Deus tem que calar o nosso coração. Silêncio. Esse é o primeiro aspecto para escutar mais a Deus. A gente começa a entender um pouco das tentações de Jesus no deserto. A sede de querer "fazer" (fazer muitas coisas, agir, produzir). Mesmo no reino de Deus queremos "fazer" para mostrar para os outros que sabemos "fazer". É preciso este escutar de Deus para que essa sede de poder perca suas forças. Cuidado, o demônio quis oferecer o poder até para quem era O Poder.
O silêncio nos interioriza mais. E sabemos de onde vem os pensamentos. Há uma tendência dos pensamentos virem de quem nos ama, Deus. Nesse período de retiro, vamos buscar o silêncio do nosso interior. Você tem noção de como fazer isto? Fale aí pro “orgulhoso do teu lado”. Lembre-se de que Elias procurou Deus no vendaval, mas só O encontrou na brisa suave.
Não fale das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Diz isso pro orgulhoso. Não falar mal da Igreja. Não falar mal do pároco. Não falar mal do seu grupo de oração. Não falar mal da sua comunidade. Porque quando fazemos isso, nos colocamos no lugar do fariseu. Na Quaresma, Deus se decide por nós. Por cada um dos fiéis. Para que eles possam viver a mesma experiência que Ele viveu. É sem duvida um período de muita tentação. Muita tentação. Deixe que os outros sejam no nosso grupo, na comunidade, o que nós queremos ser. Às pessoas que estão ali escondidas, dê oportunidade.
Outro aspecto da Quaresma são as armas espirituais que Deus nos dá. Precisamos começar a entender (ou recobrar na nossa memória) que nós vivemos uma realidade espiritual e o demônio não quer uma alma consagrada a Deus. Não quer que uma alma encontre seu amado. E não querendo, vai fazer de tudo para que a alma não se encontre com Deus. Vai faz de tudo para que viva na periferia espiritual.
O jejum é uma arma fortíssima. Geralmente deixamos de comer, comendo pão e água. Se você fosse comer, o prato estaria na mesa. Você está no centro da cidade, horário do almoço, restaurante, fila, trabalho. Pega as comidas mais gostosas, coloque numa quentinha e leve para o pobre. Não que isso vá levar você pro Céu, só fazendo isso. Mas é um exercício para lhe lembrar que existem necessitados. É o melhor jejum que existe. Pega o prato de comida e dá pro necessitado. Quem quiser fazer mais, senta com ele e come com ele. Teve uma vez na comunidade que fomos comer com os mendigos. O mendigo deu a primeira colherada e lambeu a colher.
“Porque você tá me dando essa comida?”
“Por que você é muito importante.”
“Pois coma comigo.” E deu a colher.
“........"
Os católicos não vivenciam como é preciso as Quaresmas. As Igrejas estão esvaziando no período da Quaresma. O sacrifício vai nos levar a essa libertação. Escolha um dia. Geralmente as pessoas fazem na sexta feira. A nossa comunidade (Shalom) faz na sexta, por costume. É um dia de alegria. É uma dor feliz. Não pode ser um dia de tristeza. Não é a visão do Antigo testamento, mas do Novo. O dia do jejum é um dia de alegria, pois nos decidimos contra o pecado. O jejum vai nos levar a isso. Não fique com esse “jejum de Zona Sul do Rio de Janeiro”. “Eu vou deixar de comer aquela torta de maçã?” Cale sua boca e pare com isso, pois sua torta não vai valer de nada. Agora o pessoal da “Zona Norte deve estar pensando: "Graças a Deus, nem estou dizendo isso.(risos)" Bem, se pensou isso então é porque não entendeu nada.
A outra coisa é a confissão. Fale aí com o orgulhoso. Pegue um papel em branco e você vai dá-lo pro chefe. Depois pra sua tia, pro marido, pros filhos... E diga: “diga o que você pensa de mim com sinceridade”. Entrega para seus amigos e inimigos. Para os que são da comunidade, entregue para os formadores. “Ajude-me, por favor, a ser santo. O que é preciso melhorar?” Ponha tudo no liqüidificador e toma. Depois vá ao sacerdote. Faça um combate frontal contra seu orgulho. Escreva suas raízes, pecados. Fale no espelho feito doido. Converse mais com você mesmo. Depois vá para Deus. Aprofunde o máximo para fazer uma boa confissão. Não uma "confissãozinha" qualquer. Há quem tenha vergonha de usar cruz na confissão ou procura padre cego para confessar. Pode-se até procurar, mas qual o motivo? Não seja hipócrita diante do sacerdote. O que eu faço? "Ah, eu Na Quaresma, "eu" me confesso todas as semanas". Se confesse à luz do Espírito de Deus. Fala com o "orgulhoso" e pergunta se ele está a fim de se confessar toda semana ou todo dia.
O melhor lugar onde podemos estar e assumir é o da pecadora (a pecadora arrependida aos pés de Jesus, cf Lc 7). Pois ela foi aos pés de Jesus e se arrependeu. Um perfeito arrependimento. No Antigo Testamento, Deus trata do seu povo como sua esposa. Uma das coisas que Ele abomina é a esposa infiel. A traição é uma coisa que marca as pessoas. É uma coisa triste. É um defeito de personalidade. Imagine quando casar do que será capaz. Coloque diante do senhor seus pecados. O que o orgulhoso disse quando você perguntou? Faça uma revisão de vida, com papel, se retirando para orar. Adore ao Santíssimo.
Vamos entrar em algumas outras armas. A esmola, visitar os doentes. Não como um ritualismo. Vamos fazer penitencia. Não só da torta de maçã. Faça uma lista das pessoas que você precisa perdoar. Mas não na frente das pessoas. Não uma coisa pública. De preferência no seu coração e demonstrar que perdoou. Faça uma lista e coloque diariamente na Quaresma.
Por fim, queria falar sobre a Semana Santa. O Brasil que se diz católico está dessacralizado. As pessoas só pensam em lazer e descanso. As famílias querem viajar para visitar os familiares. É a semana mais importante da História da humanidade, e eles querem folga. Perderam a dimensão do sacrifício e do mistério de Cristo. A gente faz retiro e não vai ninguém no retiro. As Igrejas vazias. Paróquias vazias. Pessoas querem a festa da páscoa. “Peixe. O melhor peixe. Um tubarão! Ao molho de camarão! Na boca do tubarão saindo uma lagosta!” E quem não tem deseja ter. Isso tudo é fruto de um capitalismo barato. Precisamos de conversão. Vale mais você visitar os pobres do que ir pra uma ceia. Uma refeição você tem todo dia e todo domingo. São os necessitados que precisam de mim, da minha visita. A visita vai despertar em você algo. Semana Santa é tempo de evangelização. Para gente ir para nossa Igreja, paróquia, se envolver e viver os mistérios. É um período bom pra gente. Nas férias, aí sim, é praia, curtir, você vai para Angra... O Brasil está dessacralizado! Não estou sendo radical. Estou sendo realista. Nós católicos precisamos viver a nossa fé.
Faça uma guerra contra seu pecado e um encontro com a misericórdia. Os supermercados do Céu estão abertos no período da Quaresma. Não é um encontro com a desgraça. Não deixe passar batido. Lembre-se, Jesus foi conduzido pelo Espírito pelo deserto. Conduzido, através. Não para ficar no deserto. A Quaresma deve ser conduzido pelo espírito para não ser um ritualismo.

Fonte: Site da Canção Nova 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Papa: 'Quaresma é o momento de tornar mais forte a nossa relação com Deus'

Redação A12

O papa Bento XVI ajudou os fiéis a refletirem sobre a quaresma durante sua oração mariana do Angelus deste domingo (26).

“Nesse primeiro domingo de Quaresma, encontramos Jesus que, depois de ter recebido o batismo no rio Jordão por João Batista (cfr Mc 1,9), é submetido à tentação no deserto (cfr Ma 1, 12-13). A narração de São Marcos é concisa, priva de detalhes que lemos nos outros dois Evangelhos de Mateus e de Lucas. O deserto do qual se fala tem diversos significados. Pode indicar o estado de abandono e de solidão, o “lugar” da fraqueza do homem onde não há apoios e seguranças, onde a tentação se faz mais forte. Mas ele pode indicar também um lugar de refúgio e de abrigo, como o foi para o povo de Israel fugido da escravidão egípcia, onde se pode experimentar, de modo especial, a presença de Deus.”


O Pontífice ressaltou que o tempo da Quaresma é o momento propício para renovar e tornar mais forte a nossa relação com Deus, através da oração cotidiana, dos gestos de penitência, das obras de caridade fraterna.


O Santo Padre ilustrou a afirmação repropondo o convite de Jesus, citado por Marcos: ‘convertam-se e creiam no Evangelho’.

Após sua reflexão, conduziu a oração mariana do Angelus, saudou os presentes nas suas diversas línguas e concedeu a todos a bênção apostólica.

Informações: Rádio Vaticano

(Fonte – www.a12.com)

domingo, 20 de março de 2011

Quaresma: a busca de um novo homem

Quaresma, período de penitência e preparação para a festa mais importante da fé cristã, a Páscoa. Embora seja um tempo penitencial, não é triste e depressivo, como muitos pensam. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar em plenitude e com mais alegria do mistério pascal de Cristo.

Durante quarenta dias somos convidados à experiência do deserto vivido por Jesus na tentação. O deserto, apesar de nos trazer a figura do sofrimento e da penúria, remete-nos à esperança de renascermos para uma vida nova, assim como o povo de Israel que, após a libertação da escravidão no Egito, chegou à Terra Prometida.

A Quaresma nos chama à renovação, conversão e “morte ao pecado”, para que possamos ressurgir para uma vida nova com Cristo na sua Páscoa. As cinzas, recebidas no início da Quaresma, são usadas como sinal desse arrependimento e luto pelo pecado. Dessa forma, reconhecemos que somos todos igualmente pecadores e pedimos ao Senhor a graça da conversão, a fim de mudar nossa vida pessoal e social.

A Igreja recomenda aos cristãos três principais obras de misericórdia que, de modo especial na Quaresma, devem ser praticadas frequentemente: a oração, para o recolhimento e proximidade com Deus; o jejum, renúncia alegre do supérfluo, como forma de ser solidário com aqueles que não têm o necessário; e a esmola, não de forma mesquinha de quem dá o que sobra, mas no sentido bíblico de ter amor e compaixão pelos excluídos e injustiçados. Esses gestos não podem fazer parte do nosso cotidiano como um mero costume ou formalismo, pois acabariam perdendo seu real significado, o de serem um método a serviço da vida, uma forma de possibilitar o encontro do homem consigo mesmo, com Deus e com os outros irmãos.

Como diz o documento “Sacrosanctum Concilium”, do Concílio Vaticano II, “a penitência do tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social.” (SC, 110) Por isso a Igreja no Brasil organiza todos os anos, durante o tempo da Quaresma, desde 1964, a Campanha da Fraternidade que focaliza um aspecto de nossa vida em sociedade em que a fraternidade não está sendo vivida, a fim de que, como cristãos, possamos contribuir para que a humanidade alcance este objetivo. Este ano, ela tem como tema “Fraternidade e segurança pública” e como lema “A paz é fruto da justiça”.

Por ocasião da Quaresma, são retirados das celebrações litúrgicas os cantos de Glória e de Aleluia, que manifestam alegria e regozijo para dar lugar a um clima de maior recolhimento e penitência. Pelo mesmo motivo, o ambiente das igrejas requer sobriedade e despojamento não se usando flores nem outros enfeites para orná-lo.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Esse caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, afastando-nos de tudo aquilo que nos separa do Plano de Deus e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.

Reflitamos a palavra de Cristo que nos diz: “Não se coloca vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam.” (Mt 9, 17) Portanto, para que a Páscoa seja vivida com toda a sua riqueza espiritual, a Quaresma deve ser vista como um meio de conversão, uma proposta de caminhada em busca do nascimento de um homem novo.

Emanuel Costa Arantes é postulante da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

(Fonte – Catequese Católica – catequisar.com.br)