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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Caridade do Papa Francisco

O Papa Francisco renovou entre nós a verdadeira caridade cristã, sem precisar de ideologias, de luta de classe, de marxismo, violências, invasões, desrespeito às leis, ou coisas piores, e sem ódios aos ricos.
Ele reviveu a verdadeira caridade que Jesus nos deixou, a do bom Samaritano, do socorro aos doentes, aos presos, aos drogados, aos famintos, aos nus, aos pequenos, etc. Ele reascendeu em todos nós a autêntica caridade que a Igreja sempre fez nestes dois mil anos.

O Papa quer que vivamos a caridade simples e pura de São Francisco, de Madre de Calcutá, de São Vicente de Paulo, de Irmã Dulce, de São Camilo de Lelis; a caridade de milhares santos e santas, de bispos, padres, freiras, leigos, etc..

A Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo, em todos os tempos. Se ela saísse hoje da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.
No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as Casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. Quem fundou as Santas Casas de Misericórdia?

A Igreja Católica mantém na Ásia 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos;3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos, 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos, 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância.

É esta caridade que o Papa Francisco veio reacender entre nós, com tudo o mais que nos deixou de fé, esperança, caridade, bondade, mansidão, pobreza evangélica, simplicidade…
Entre tantos outros ensinamentos ele nos pediu a “cultura da solidariedade”, contra a do desperdício, contra a cultura do provisório, do individualismo, do egoísmo. Pediu a revolução da ternura e do acolhimento. E pediu que a Igreja vá para as ruas, porque, disse, “o pastor deve sentir o cheiro das ovelhas”. Mostrou inclusive que “a política é uma das formas mais altas de caridade porque promove o bem comum”. Tenho disto que a política é boa, o que é mal é a politicagem.

Venceu o amor, venceu o Papa, venceu o povo, venceu a Igreja, venceu Deus.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/07/29/a-caridade-do-papa-francisco/

terça-feira, 29 de julho de 2014

Catequese: O dom da ciência nos ajuda a evitar o pecado e suas consequências

O site ACI/EWTN Noticias publicou nesta quarta-feira (21/05/14) as palavras do Papa Francisco em sua Audiência Geral, na qual o Pontífice continuou sua catequese sobre os dons do Espírito Santo, abordando nesta ocasião o dom da ciência, o qual, afirmou, ajuda a perceber a grandeza de Deus através da criação e ensina a custodiar este presente para o benefício de todos e não cair em algumas atitudes excessivas ou equivocadas que levem a sua destruição. 

A seguir a catequese do Papa na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia
Hoje gostaria de destacar outro dom do Espírito Santo, o dom da ciência. Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente à capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o cerca e de descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. A ciência que vem do Espírito Santo, porém, não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com cada criatura.

1. Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor. Tudo isto suscita em nós grande admiração e um profundo sentido de gratidão! É a sensação que experimentamos também quando admiramos uma obra de arte ou qualquer outra maravilha que seja fruto da invenção e da criatividade do homem: diante de tudo isso, o Espírito nos leva a louvar o Senhor do fundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de Deus e um sinal do seu infinito amor por nós.

2. No primeiro capítulo do Gênesis, propriamente no início de toda a Bíblia, coloca-se em evidência que Deus se alegra com a sua criação, destacando repetidamente a beleza e a bondade de cada coisa. Ao término de cada dia, está escrito: “Deus viu que era coisa boa” (1, 12. 18. 21. 25): se Deus vê que a criação é uma coisa boa, é uma coisa bela, também nós devemos assumir esta atitude e ver que a criação é coisa boa e bela. Eis o dom da ciência que nos faz ver esta beleza, portanto louvamos a Deus agradecendo-lhe por ter nos dado tanta beleza. E quando Deus terminou de criar o homem não disse “viu que era coisa boa”, mas disse que era “muito boa” (v. 31). Aos olhos de Deus nós somos a coisa mais bela, grande, boa da criação: mesmo os anjos estão abaixo de nós, nós somos mais que os anjos, como ouvimos no livro dos Salmos. O Senhor nos quer bem! Devemos agradecer a Ele por isto. O dom da ciência nos coloca em profunda sintonia com o Criador e nos faz participar da clareza do seu olhar e do seu juízo. É nesta perspectiva que conseguimos entender no homem e na mulher o vértice da criação, como cumprimento de um projeto de amor que está impresso em cada um de nós e que nos faz reconhecer como irmãos e irmãs.

3. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz e faz do cristão um testemunho alegre de Deus, nos passos de São Francisco de Assis e de tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação da criação. Ao mesmo tempo, porém, o dom da ciência nos ajuda a não cair em algumas atitudes excessivas ou erradas. A primeira é constituída pelo risco de nos considerarmos donos da criação. A criação não é uma propriedade, na qual podemos mandar de acordo com a nossa vontade; nem, tão pouco, é uma propriedade somente de alguns, de poucos: a criação é um presente, é um presente maravilhoso de Deus que nos deu para que cuidemos dela e a utilizemos em benefício de todos, sempre com grande respeito e gratidão. A segunda atitude errada é representada pela tentação de nos pararmos nas criaturas, como se estas pudessem oferecer a resposta a todas as nossas expectativas. Com o dom da ciência, o Espírito nos ajuda a não cair neste erro.

Mas gostaria de retornar ao primeiro caminho errado: dominar a criação em vez de protegê-la. Devemos proteger a criação porque é um presente que o Senhor nos deu, é um presente de Deus para nós; nós somos guardiões da criação. Quando nós exploramos a criação, destruímos o sinal do amor de Deus. Destruir a criação é dizer a Deus: “não gosto”. E isto não é bom: eis o pecado.

A proteção da criação é justamente a proteção do presente de Deus e é dizer a Deus: “obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para fazê-la progredir, nunca para destruir o teu presente”.

Esta deve ser a nossa atitude diante da criação: protegê-la, porque se nós destruímos a criação, a criação nos destruirá! Não se esqueçam disso. Uma vez eu estava no campo e ouvi um dito de uma pessoa simples, que gostava tanto das flores e cuidava delas. Disse-me: “Devemos proteger estas coisas belas que Deus nos deu; a criação é para nós a fim de que nós a aproveitemos bem; não explorar, mas protegê-la, porque Deus perdoa sempre, nós homens perdoamos algumas vezes, mas a criação não perdoa jamais e se você não a protege ela te destruirá”.

Isto deve nos fazer pensar e pedir ao Espírito Santo o dom, o dom da ciência para entender bem que a criação é o mais belo presente de Deus. Ele fez tantas coisas boas para a melhor coisa que é a pessoa humana.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Angelus: ‘Somos chamados a tornarmo-nos conforto para os irmãos necessitados’

Neste domingo (06) durante a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o convite de Jesus no Evangelho: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

O Pontífice apontou também em sua reflexão a economia que explora o homem, destacando que devemos confortar os necessitados e que as palavras de Jesus sempre nos trazem esperança.

Para Francisco ressaltou que este convite de Jesus se estende até os nossos dias, “para alcançar tantos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e, por vezes, desprovidas de válidos pontos de referência”.

Para Francisco, muitos carregam o peso de um sistema econômico que explora o homem, impõe-lhe um “jugo” insuportável, que os poucos privilegiados não querem carregar.

O Papa explicou que Jesus repete a cada um destes filhos do Pai que está nos céus: “Vinde a mim, vós todos”. Mas também o diz àqueles que têm tudo, mas seu coração é vazio. Está vazio. Coração vazio e sem Deus. Também a eles, Jesus dirige este convite: “Vinde a mim”. O convite de Jesus é para todos. Mas de modo especial para aqueles que sofrem mais.

O “jugo” do Senhor, explica o Papa, consiste em carregar o peso dos outros com amor fraterno. “Uma vez recebido o restabelecimento e o conforto de Cristo, somos chamados, por nossa vez, a tornarmo-nos restauração e conforto para os irmãos, com atitude mansa e humilde, imitando o Mestre”.

“A mansidão e a humildade do coração ajudam-nos não somente a assumirmos o peso dos outros, mas também a não sermos peso sobre eles com nossos pontos de vista pessoais, nossos julgamentos ou nossas críticas ou nossa indiferença”.

O Pontífice finalizou a oração mariana do Angelus pedindo a intercessão da Santíssima Virgem Maria.

“Invoquemos à Santíssima Virgem Maria, que acolhe todos os aflitos e desamparados, para que, através de uma fé iluminada, testemunhada com a vida, os cristãos possam ser alívio aos que precisam de ajuda, carinho e esperança”, finalizou.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Papa Francisco aos jovens: Qual é a sua atitude frente ao encontro com Cristo?

O Papa Francisco enviou no sábado uma videomensagem aos 10.000 jovens que participaram da Jornada Regional da Juventude em Buenos Aires (Argentina), para chamá-los a perguntar-se qual é sua atitude frente ao encontro com Cristo e a alentá-los a confiar na misericórdia de Deus, que “aproveita nossos fracassos para falar ao nosso coração”.

“Quem é você? O entusiasta, como os primeiro apóstolos, antes de iniciar o caminho? O que quer seguir Jesus porque gosta, mas está apegado a tantas coisas que o atam e não o pode seguir, como o jovem rico, ao mundanismo, a tantas coisas? Como aquele que gastou toda a herança do seu pai, mas que se animou a voltar e está sentindo neste momento o abraço da misericórdia? Ou está morto? Se estiver morto, saiba que a Mãe Igreja está chorando por você, e Jesus é capaz de te ressuscitar. Dizei-me, quem é você? Diga para você mesmo e isso vai te dar força”, expressou o Papa aos jovens.

“Quero acompanhá-los um instante nesta jornada, nesta Páscoa da Juventude”.

“Não tenham medo de nada, sejam livres. Pensando no que dizer a vocês, me veio à mente a figura de alguns jovens do Evangelho, alguns que cruzaram com Jesus, outros que falaram com Ele. Quem sabe isso pode ajudá-los”, disse Francisco.

O Santo Padre assinalou que entre os apóstolos uns eram jovens como João, que “era um menino. E ficaram comovidos pela figura de Jesus, entusiasmados, com esse entusiasmo que nasce quando alguém se encontra com Jesus. E vão correndo e dizem aos amigos: Encontramos o Messias! Encontramos aquele de quem falavam os profetas!”

Entretanto, recordou, depois fraquejaram, pois “Pedro o negou, Judas o traiu” e, outros escaparam. “Quer dizer, depois vem a luta por ser fiéis a esse encontro”.

Logo se referiu ao jovem rico que tinha uma vida irrepreensível, “um moço bom”, mas que vai embora triste quando Jesus lhe convida a dar tudo o que tem para ir com Ele para pregar o Evangelho. “Foi triste porque tinha muitos bens e não se animou a deixá-los por Jesus (…). Os primeiros estavam com sua alegria, com essa bela alegria que dava o encontro com Jesus. Este foi embora com a sua tristeza”, assinalou.

Na sua mensagem Francisco também recordou o filho pródigo que exigiu sua parte da herança, depois que o dinheiro acabou e fez a experiência da fome. Mas ao reconhecer que tinha errado, voltou à casa do pai, foi recebido com festa e fez a melhor experiência: a do abraço da misericórdia.

Finalmente, o Papa recordou o jovem morto que Cristo encontrou “à saída da cidade de Naim, quando o foram enterrar: filho único de mãe viúva. Jesus se compadeceu da mãe, não do menino. Mas o menino, graças à mãe, teve o milagre e o ressuscitou”.

Ao fim do vídeo, ele exortou os jovens a se encontrarem com Jesus e, mesmo se se sentem pecadores, terem a certeza do perdão de Deus.“Que cada um de vocês se encontre com Jesus, com esse Jesus ressuscitado. E digo uma coisa a vocês: Não tenham medo! Olhem para Jesus, olhem para Maria e sigam adiante! ‘Padre, sou pecador, sou pecadora!’. Ele os perdoa! Sigam adiante, tenham uma santa Páscoa e não se esqueçam de rezar por mim”.

Fonte: ACI/EWTN Noticias

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Catequese do Papa: “Esta semana vai fazer bem pegar o crucifixo e beijá-lo”


Nesta Quarta-feira Santa, 16, o Papa Francisco deteve sua catequese semanal sobre ‘O caminho de doação de Cristo’, a partir do relato da traição de Judas, que deu início ao caminho doloroso de Jesus. 

“No meio da Semana Santa a liturgia apresenta-nos aquele episódio triste do relato da traição de Judas, que vai ter com os chefes do Sinédrio para vender e entregar o seu Mestre. ‘Quanto me darão para eu entregar Jesus?’ (Mt 26, 15), a partir daquele momento Jesus tem um preço. Esse ato dramático marca o início da Paixão de Cristo, um percurso doloroso que Ele escolhe com absoluta liberdade”, disse. 

O Santo Padre evidencia o caminho da “humilhação e do despojamento” pelo qual Jesus irá passar. “O caminho que atinge o ponto mais profundo na morte de cruz: morre como um derrotado, um falido! Mas, aceitando esta falência por amor, supera-a e vence-a”. 

Segundo o Papa, a Paixão de Cristo trata-se de um “mistério desconcertante”, mas que encontra a sua razão no imenso amor de Deus que “deu o seu Filho Unigênito”, frisou Francisco. 

“Se, depois de todo o bem que realizara, não tivesse existido esta morte tão humilhante, Jesus não teria mostrado a medida total do seu amor”, observou o Papa. 

O homem tem sua esperança retomada com a ressurreição de Cristo. “A falência histórica de Jesus e as frustrações de muitas esperanças humanas são a estrada mestra, por onde Deus realiza a nossa salvação”. 

Essa estrada, segundo o Pontífice, não coincide com os critérios humanos, na verdade, inverte-os, diz o Papa. “Quando tudo parece perdido, é então que Deus intervém com a força da ressurreição”. 

Francisco adverte que a ressurreição não deve ser compreendida apenas como um “final feliz”, como em um filme, mas representa a intervenção de Deus Pai que resgata a esperança para a humanidade. 

Ao final, exortou aos fiéis a seguirem Jesus em seu caminho doloroso e recordou que nos momentos difíceis da vida, em que experimentarem a sua fragilidade, encontrem em Cristo a fé a esperança em Deus “como fez Jesus”, completou. 

“Esta semana vai-nos fazer bem pegar no crucifixo e beijá-lo tantas vezes e dizer ‘obrigado Jesus, obrigado Senhor’. Assim seja”, finalizou.

Fonte: A12.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Papa Francisco - Conhecendo um pouco mais sobre sua vida

Professor Felipe Aquino comenta um pouco sobre a vida do Papa Francisco. Vamos conhecer melhor um pouco sobre o novo Papa? Vejamos o vídeo!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Papa Francisco inicia ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo

Nesta quarta-feira (9), no Vaticano, o Papa Francisco falou sobre os sete dons do Espírito Santo iniciando um novo ciclo de catequeses. Nos últimos meses, o Santo Padre havia apresentado os sacramentos em seus discursos. Na audiência de hoje, cerca de 50 mil pessoas acompanharam com atenção as palavras do Pontífice.

O Catecismo da Igreja Católica considera que os sete dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus, “tornam os fiéis dóceis, na obediência pronta, às inspirações divinas”.

“O Espírito Santo constitui a alma, a seiva vital da Igreja e de cada cristão: é o amor de Deus que faz do nosso coração a sua morada e entra em comunhão conosco. O Espírito Santo está sempre conosco, está sempre em nós, no nosso coração”, disse o Papa ao abrir a reflexão.

O Papa começou a catequese assinalando a sabedoria e recordando que este dom leva o cristão a compreender a realidade da vida sob “os olhos de Deus”.  A sabedoria “é a graça de poder ver cada coisa com os olhos de Deus. Às vezes vemos as coisas de acordo com a conveniência ou de acordo com o nosso coração, com amor, com ódio ou inveja. Este não é o olhar de Deus”, disse. Segundo o Pontífice esse dom nasce da “intimidade com Deus”.

Nessa relação de intimidade e comunhão com Deus, o homem e a mulher têm seus corações transfigurados pelo Senhor e, então, tudo “fala de Deus e torna-se sinal da Sua misericórdia e do Seu amor”, frisou o Papa.

“Isso torna sábio o nosso coração, não no sentido de saber tudo ou de ter uma resposta para tudo, mas no sentido de que saboreia o Senhor. O coração do homem sábio neste sentido tem o gosto e o sabor de Deus.”.

O Santo Padre destacou também a importância das comunidades poderem contar com cristãos que agem conforme o Espírito Santo e, nesse sentido, indicou que para viver conforme a sabedoria de Deus é preciso “pedi-la ao Espírito Santo”.

“Devemos pedir ao Senhor que nos dê o Espírito Santo e nos dê o dom da sabedoria, daquela sabedoria de Deus que nos ensina a olhar com os olhos de Deus, a ouvir com o coração de Deus, a falar com as palavras de Deus. E assim, com esta sabedoria, vamos adiante, construímos a família, construímos a Igreja e todos nos santificamos”.

Ao final, o Papa recordou ainda a morte do padre jesuíta Frans van der Lugt, em Homs (Síria) na última segunda-feira, e condenou a ação violenta:

“O seu brutal assassinato me encheu de profunda dor e me fez pensar mais uma vez nas tantas pessoas que sofrem e morrem neste martirizado País, há muito tempo refém de um conflito sangrento, que continua a provocar morte e destruição. Penso também nas inúmeras pessoas sequestradas, cristãos e muçulmanos, sírios e de outros países, entre as quais há bispos e sacerdotes. Peçamos ao Senhor que possam em breve voltar para seus caros e para suas famílias e comunidades”.

E terminou com um apelo:
“Calem as armas, chega de violência! Guerra nunca mais! Chega de destruição!”.

Fonte: Rádio Vaticano.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Secretário do Papa fala sobre o primeiro ano de pontificado

Hoje (13), o Papa Francisco está completando um ano de sua eleição como Pontífice da Igreja Católica. Entre as diversas pessoas que o acompanharam intimamente nesse período destaca-se o Monsenhor Alfred Xuereb, seu secretário particular. Monsenhor Xuereb já foi prelado de antecâmara pontifícia no papado de João Paulo II, segundo secretário de Bento XVI e é o atual primeiro-secretário particular do Papa Francisco.
Com exclusividade, Monsenhor Xuereb falou à Rádio Vaticano e destacou a convivência com o Santo Padre neste primeiro ano.
Em um primeiro momento, Monsenhor Xuereb lembrou a renúncia de Bento XVI, a caminhada junto ao papa emérito, e o momento em que foi chamado para acompanhar o Papa Francisco na Casa Santa Marta.
Mons. Xuereb: Eram momentos especiais, que certamente ficarão na história. Um Papa que deixa o seu Pontificado… Desde o dia 28 de fevereiro, o último dia do Pontificado do Papa Bento, quando deixamos definitivamente o Palácio Apostólico, até o dia 15 de março, portanto dois depois da eleição do novo Papa, eu permaneci com o Papa emérito em Castel Gandolfo para fazer-lhe companhia e também ajuda-lo no seu trabalho de secretaria. O momento do afastamento do Papa Bento foi para mim muito doloroso, porque tive a sorte de viver com ele durante cinco anos e meio, e deixá-lo, afastar-me dele foi um momento muito difícil. As coisas foram muito rápidas, eu não sabia que justamente naquele dia deveria fazer as malas e deixar Castel Gandolfo e deixar também o Papa Bento. Mas do Vaticano pediram que me apressasse, que fizesse as malas e fosse para a Casa Santa Marta porque o Papa Francisco estava até mesmo abrindo as correspondências, sozinho: não tinha um secretário que o ajudasse. Naquela manhã, passei várias vezes na capela para ter uma luz, porque me sentia um pouco confuso. Porém estava certo, tinha a clara sensação de que estava sendo guiado do Alto e tinha a percepção de que algo de extraordinário estava acontecendo, também para a minha vida. Depois, entrei chorando no escritório do Papa Bento e, com um nó na garganta, tentei dizer-lhe o quanto estava triste e quanto fosse difícil separar-me dele. Eu lhe agradeci por sua benévola paternidade. Confiei-lhe que todas as experiências vividas no Palácio Apostólico com ele me ajudaram muito a olhar melhor “para as coisas lá de cima”. Depois me ajoelhei para beijar-lhe o anel, que não era mais o do Pescador, e ele, com olhar de paternidade, de ternura, como ele sabe fazer, se levantou e me abençoou.
Rádio Vaticano (RV): Qual a lembrança do seu primeiro encontro com o Papa Francisco?
Mons. Xuereb: Pediu-me que entrasse no seu escritório, me acolheu com sua já famosa cordialidade, e devo dizer que fez uma brincadeira, uma brincadeira – se assim posso defini-la – de Papa! Segurava uma carta e com um tom sério me disse: “Ah, mas aqui temos problemas, alguém não falou muito bem de você!”. Eu fiquei mudo, mas depois entendi que se referia à carta que o Papa Bento lhe enviou para informá-lo que tinha me dispensado e que podia me chamar a seu serviço. Nesta carta, o Papa Bento teve a bondade de listar algumas das minhas qualidades. Depois, o Papa Francisco me convidou a sentar-me no sofá e ele, a meu lado, em uma cadeira. Pediu-me – com muita fraternidade – de auxiliá-lo nesta dura tarefa. Por fim, quis saber qual é a minha relação com os Superiores e com as outras pessoas de certa responsabilidade. Respondi-lhe que tenho uma boa relação com todos, pelo menos no que me diz respeito.
RV: O que o impressiona da personalidade do Papa Francisco, tendo o privilégio de viver todos os dias ao lado dele?
Mons. Xuereb: A sua determinação. Uma convicção que estou certo lhe vem do Alto, porque é um homem profundamente espiritual que busca na oração a inspiração de Deus. Por exemplo, a visita a Lampedusa ele decidiu porque, depois de entrar algumas vezes na capela, lhe veio em continuação esta ideia: ir pessoalmente encontrar essas pessoas, esses náufragos, e chorar os mortos. E quando ele entendeu que essas ideias lhe vinham em mente várias vezes, então estava certo de que Deus queria esta visita. O mesmo método ele usa para a escolha das pessoas que chama para colaborar de perto com ele.
RV: O Papa Francisco parece incansável em seus encontros, nas audiências… Como vive com ele na Casa Santa Marta?
Mons. Xuereb: Acredite, ele não perde sequer um minuto! Trabalha incansavelmente. E quando sente a necessidade de fazer uma pausa, não é que fecha os olhos e não faz nada: senta e reza o Terço. Creio que reze pelo menos três Terços por dia. E me disse: “Isso me ajuda a relaxar”. Depois recomeça, retoma o trabalho. Recebe uma pessoa depois da outra: os funcionários da portaria da Santa Marta são testemunhas. Escuta com atenção e se lembra com extraordinária capacidade o que ouviu e viu. Dedica-se à meditação logo cedo, pela manhã, preparando também a homilia da Missa na Santa Marta. Depois, escreve cartas, faz ligações, saúda as pessoas que encontra e se informa sobre suas famílias.
Fonte: Rádio Vaticano.

Catedral da Sé em São Paulo será palco de orações pelo primeiro ano do pontificado de Francisco

Nesta quinta-feira (13), católicos do mundo inteiro homenagearão Papa Francisco pelo seu primeiro ano como Pontífice da Igreja Católica. Na capital paulista, a Catedral da Sé é palco de celebrações especiais com a presença do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano.
Hoje (12), o Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo realiza vigília de oração às 19h00, na escadaria da Catedral. Amanhã, Dom Odilo presidirá a Santa Missa em ação de graças pelo aniversário de pontificado, às 12h00.
O Cardeal enviou uma carta convidando os Párocos, Administradores e Vigários Paroquiais, e todo o povo da Arquidiocese de São Paulo: “Convido todos para agradecerem a Deus por este primeiro ano de pontificado e para pedir para o Papa Francisco as luzes do Espírito Santo, a alegria do Evangelho e o contínuo vigor apostólico no exercício do seu ministério de Sucessor de Pedro à frente da Igreja e de Cristo”.
Dom Odilo já havia pedido para que em todas as celebrações da Santa Missa do último domingo (9), nas paróquias e comunidades, fosse feita menção especial desse aniversário e o convite à oração pelo Papa.
Fonte - Arquidiocese de São Paulo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A pobreza foi tema da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014.


Tempo de renovação da vida cristã pela conversão, a mensagem do Pontífice aponta reflexões para o “caminho pessoal e comunitário de conversão”.
Num primeiro momento, o Santo Padre fala sobre a pobreza de Jesus, frisando que Ele “fez-se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-se de cada um de nós” para “se tornar em tudo semelhante a nós”. E relacionou o mistério da encarnação de Jesus com o grande amor de Deus.
“A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-se e sacrificar-se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco”, completou.
Em seguida, frisou a missão da Igreja diante da miséria dos irmãos.
“A Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo”.
O Papa falou ainda sobre três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual.
Sobre a miséria material. destacou os males que a busca insana pelo poder, luxo e dinheiro promovem na vida em sociedade. “Acabam por se antepor à exigência de uma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha”.
A respeito da miséria espiritual, disse que ela é tão preocupante quanto as outras, pois torna o homem “escravo do vício e do pecado”.
Por fim, falou que a miséria espiritual é a recusa do homem ao amor de Deus e que o “antídoto” para esse tipo de miséria é a mensagem libertadora do Evangelho.
“O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança”.
E continua:
“É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana”.
Fonte: Rádio Vaticano.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Papa Francisco celebrará o Dia Mundial do Enfermo

A mensagem do Papa Francisco para o 22º Dia Mundial do Enfermo, tem o tema "Fé e Caridade: nós também devemos dar a vida pelos irmãos". A celebração está marcada para o dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Papa Francisco irá presentear pessoas pobres por ocasião do Natal


O Papa Francisco irá presentear pessoas pobres para felicitá-los pelo Natal. Os presentes, segundo o comunicado do Vaticano pretendem ser “úteis” para aqueles que os receberem.
Ao todo, serão dois mil envelopes contendo cartões telefônicos e bilhetes para o transporte público, que serão entregues às famílias mais necessitadas de Roma.
Os presentes serão distribuídos aos assistidos pelas Irmãs de Madre Teresa de Calcutá e serão entregues por Dom Konrad Krajewski, responsável pela Elimosinaria Apostólica Vaticana.
Cada envelope contém ainda um cartão de Natal assinado pelo Papa.
Fonte: Rádio Vaticano.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sua Santidade, Papa Francisco


Ouso chamá-lo Francisco! Blanco, Caracciolo, de Borja, de Sales, de São Boaventura, de Jesus Ortega, de Paula, de Assis ... Santos exemplos não faltam. Força, vigor, humildade, palavra, emoção, mãos estendidas fazem parte do legado espiritual que agora lhe é entregue.  Ansiosamente aguardada, a esperança começa a se realizar. Compaixão tornada Ação. Com paixão disseste: “quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé.”

Jesus curou cegos, surdos, mudos, paralíticos. A alegria da alegoria bíblica reside no fato de que todos nós podemos voltar a ver, ouvir, falar e caminhar. Basta ter Fé, acreditar. Basta seguir A Palavra.
Agora sabemos que as portas da Igreja do pai estarão mais abertas, mais escancaradas para receber a todos. Como disse Jesus: “não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,32).
É hora e momento do perdão, da reconciliação. Você assume este posto máximo para estender o perdão a todos e continuar a obra de Salvação. Vamos reconduzir as almas ao seio da esposa do Pai.
Ouso chamá-lo Francisco! Jorge, Mário, Pedro, José, João, Maria, Joana, Francisca... Você é muitos em um. A Igreja é formada por muitos homens e mulheres e, agora, eles lhe têm como seu representante. Você é nosso rosto, nossa voz, nossa ação. Você é o compêndio de nossos pensamentos, intenções e reflexões. Sua vontade nos faz ser voluntários. Seu exemplo nos anima e nos faz acreditar em possibilidades esquecidas. Juntos construiremos o templo do Senhor na Alma humana.
Ouso chamá-lo Francisco! Pedro, Peter, Pierre, Pietro, Petrus, Kepha, Pétu, Piotor, Piotr, Butrus, Pói dé Luó... Você é todas as nações e está em todas as nações. Você representa todas as línguas e culturas. Sintetiza as diferenças, apazigua as controvérsias, ameniza os confrontos, humaniza as discussões. Seu falar acalenta nossos ouvidos, nos abre para o diálogo e acalma nosso espírito. Seu olhar universal nos faz sabedores de que construiremos um mundo irmão, um mundo melhor e que todos os povos, de todas as línguas têm seu lugar na nossa Igreja.
Ouso chamá-lo Francisco! Ouso chamá-lo de meu papa. A Palavra do Pai é luz que ilumina e aquece a alma e, por anos, a humanidade vem tentando escondê-la, fechá-la, trancá-la. É chegado o momento de romper as amarras surgidas com a violência, discórdia, egoísmo, dinheiro, intolerância.

Que o Espírito consolador guie suas atitudes, seus passos, pensamentos, olhares. A Sabedoria seja sua conselheira permanente e seu chamamento seja por nós atendido para a (re)construção de nossa tão amada Igreja.
Ouso chamá-lo Francisco, meu irmão. Em você confiamos para nos guiar. O sorriso e a simplicidade voltam para nos reanimar. Você reflete a luz proveniente do Pai e você, Francisco, é a chave que destrancará os cadeados de nossa alma. Seja, pois, muito bem-vindo e que Deus, em toda sua Glória e Sabedoria, volva o rosto para ti, te abençoe e te dê a Paz.
Ouso, por fim, entregar-lhe um abraço fraterno, desejar-lhe que combata o bom combate (tendo êxito) e colocar-me à sua disposição para lhe ajudar. Que a Mãe Divina nos inspire. Pedindo o seu perdão e a sua bênção, despeço-me.
Afetuosamente,

Nelson Boratto Jabur Abdalla (Colaborador do Blog Alma Missionária)
Barbacena/MG – Brasil
13/07/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Papa Francisco agradece Dom Orani pelo carinho recebido no Rio de Janeiro


Em carta enviada ao arcebispo Dom Orani João Tempesta, o Papa Francisco agradece o acolhimento que lhe foi concedido por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro. Leia na íntegra:
Querido irmão,
Regressado a Roma, não posso deixar de alegrar-me com a recordação dos inesquecíveis dias de minha permanência no Rio de janeiro, que me brindaram com um caloroso acolhimento da parte da população carioca a mim e aos jovens peregrinos vindos do mundo inteiro para a Jornada Mundial da Juventude, para além do testemunho de que a fé é muito mais forte que o frio e a chuva que marcaram grande parte destes dias. Queira Deus, na sua grande generosidade, lhe recompensar, meu querido irmão no Episcopado, juntamente com seus Bispos Auxiliares, bem como todos os membros do Comitê Organizador Local, voluntários e benfeitores que generosamente se empenharam para que a Jornada Mundial da Juventude fosse um acontecimento marcante na História da Cidade Maravilhosa e para Igreja que está no Brasil.
Peço-lhe que também transmita o meu agradecimento para todos os envolvidos com a Rede de Tratamento da Dependência Química, geradora de esperança e superação para todos os chagados por esta mazela, como pude comprovar no Hospital São Francisco de Assis. Queria ainda agradecer aos moradores da Comunidade de Varginha, juntamente com o seu pároco, pela recepção calorosa e alegre, que me ofereceram, bem como os moradores de Copacabana, que tão generosamente, e não sem sacrifício, acolheram no seu bairro os milhões de fiéis que participaram das celebrações da Jornada Mundial da Juventude. Finalmente, desejo dirigir uma palavra especial aos moradores de Guaratiba, que tanto sonharam com as celebrações no Campus Fidei, mas que, por um misterioso desígnio da Providência de Deus, não foi possível realizar-se: queria que eles soubessem que o Papa está muito próximo deles e que reza por cada família daquela vizinhança.
Com estes sentimentos e votos, que confio a Nossa Senhora Aparecida, imploro do Espírito Santo renovada efusão dos seus dons sobre o ministério de Dom Orani e de seus sacerdotes para levarem o seu povo a repousar e saciar-se em Deus, ao conceder a todos os filhos e filhas da queridíssima Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, com menção especial dos idosos e doentes, dos jovens e crianças, a minha Bênção Apostólica e peço que, por favor, não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 2 de agosto de 2013.
Francisco
Informações: Rádio Vaticano 
(Fonte – www.a12.com

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Canta Francisco: Papa Francisco e São Francisco de Assis


Como não se emocionar com o Papa Francisco? Um homem de Deus que veio “reconstruir” a Igreja do Senhor. Sem dúvidas, o Papa Francisco segue o exemplo de São Francisco de Assis, um santo que revolucionou a Igreja Católica mostrando humildade e compaixão pelos mais pobres.
Comparando a vida do Papa Francisco e de São Francisco de Assis, a canção “Canta Francisco” em homenagem ao santo, conta também a atual história do novo Papa da Igreja Católica.
Rezemos a Deus o que o Papa Francisco tanto nos pede: “Rezem por mim”. Que Nosso Senhor Jesus Cristo derrame inúmeras bênçãos no sucessor de Pedro e faça com que ele continue sendo exemplo de fé e humildade.


Canta Francisco
Nos olhos dos pobres, no rosto do mundo 
Eu vejo Francisco perdido de amor 
É índio, operário, é negro, é latino 
Jovem, mulher, lavrador e menor 

Há um tempo só de paixão, grito e ternura 
Clamando as mudanças que o povo espera 
Justiça aos pequenos, ordem do evangelho 
Reconstrói a igreja na paixão do pobre. 
Há crianças nuas nesta paz armada 
Há Francisco povo sendo perseguido 
Há jovens marcados sem teto nem sonhos 
Há um continente sendo oprimido 
Com as mãos vazias solidariedade 
Com os que não temem perder nada mais 
Defendem com a morte a dignidade 
Com a teimosia que constrói a paz. 

Refrão: Canta Francisco, com a voz dos pobres 
Tudo que atreveste a mudar 
Canta novo sonho, sonho de esperança 
Que a liberdade vai chegar 
Canta Francisco, com a voz dos pobres 
Tudo o que atreveste a mudar 
Canta novo sonho, sonho de menino 
Novo céu e terra vai chegar. 

Há Claras, Franciscos marginalizados 
Cantando da América a libertação 
Meninos sem lares são irmãos do mundo 
Pela paz na terra sofrem parto e cruz. 
Francisco imagem de um Deus feito pobre 
Denúncia esperança profecia e canta 
Vence com coragem o império da morte 
De braços com a vida em missão na história 
Francisco menino e homem das dores 
Reconstrói a igreja pelo mundo afora 
Na fraternidade que traz a justiça 
Na revolução que anuncia a aurora

domingo, 28 de julho de 2013

A catequese do Papa Francisco


Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales

A presença do Papa Francisco é contagiante. Seus gestos palavras vão direto ao coração do povo brasileiro, com suas mensagens ao mesmo tempo simples e profundas. Tão logo não esqueceremos esta catequese, feita dos episódios de sua agenda, que assim se transformam em cenários para as novas parábolas do mesmo Evangelho de Cristo.
Desta maneira, seus ensinamentos recebem um contexto concreto, que ajuda a medir o alcance de sua “doutrina social”, feita não de princípios teóricos, mas de afirmações claras e práticas. Para isto certamente o ajuda sua formação jesuítica, com os tradicionais três pontos, que vão cadenciando suas afirmações.
Esta sequência de três pontos pode ser identificada em sua fala na favela. Lá ele tomou a realidade concreta da pobreza, para desenvolver seu raciocínio. A primeira afirmação é primorosa: “Uma sociedade que não cuida dos seus pobres, se empobrece a si mesma.”. À primeira vista pareceria só uma frase de efeito. Mas conferindo bem o seu alcance, nos damos conta de sua pertinência e sabedoria. A pobreza maior não se encontra junto aos pobres, mas se constitui do empobrecimento perverso de quem se fecha em seu egoísmo, e ignora as riquezas humanas que se encontram nos pobres.
Prosseguindo em sua catequese social, o Papa Francisco constata que “a melhor maneira de medir a grandeza de uma sociedade é ver a maneira como ela trata os mais necessitados”. Que sabedoria e que lucidez!
Daí decorre o terceiro ponto de sua breve homilia. Ele tem evidentes feições práticas, sinalizando o compromisso que ele propõe a todos. No atendimento aos seus pobres, a sociedade pode redescobrir seus melhores valores, que acabam enriquecendo o conjunto da sociedade, que passa a integrar a solidariedade como valor prático que faz multiplicar os bens que aumentam na medida que são compartilhados.
Outros ensinamentos muito oportunos foram dados por ocasião da visita ao Hospital São Francisco, onde é feito um trabalho caridoso e competente de recuperação de dependentes químicos. O difícil assunto a abordar era a droga. E ele o abordou de maneira serena e firme.
Em primeiro lugar, afirmou que a situação da droga hoje em dia pede da sociedade um gesto de coragem. Isto implica uma postura consciente, decidida e articulada contra a droga, buscando sempre as causas de onde brota o problema, em cuja raiz existem duas vertentes. Uma é a ganância, que leva os traficantes a perderem o escrúpulo de matar para garantir o seu lucro. Outra vertente é a falta de valores, especialmente nos jovens, que se tornam vulneráveis diante de ofertas feitas de modo traiçoeiro por quem deseja envolvê-los para depois explorá-los.
De fato, o problema da droga é tão sério que a sociedade deveria se declarar em estado de calamidade, para um enfrentamento claro contra “os mercadores da morte”.
No combate contra a droga é preciso integrar as duas dimensões, lembradas na abertura do Concílio pelo Papa João 23, referindo-se à severidade e à misericórdia. Muito otimista, João 23 observava que a Igreja ganha mais usando hoje o remédio da misericórdia, do que o remédio da severidade.
Com a droga, é preciso integrar as duas posturas. Com os traficantes, usar o remédio da severidade. Com as vítimas da droga, usar o remédio da misericórdia, revestindo-nos dos sentimentos de Cristo, que tinha compaixão com as multidões, mas batia de rijo contra os fariseus.
Portanto, com os “mercadores da morte”, o remédio da severidade. Para com os drogados, o remédio da misericórdia. Com isto, inverteríamos a tendência: em vez da droga degenerar a sociedade, o combate contra ela redescobriria o caminho para a sua realização verdadeira.

Fonte: Rádio Vaticano. 

Foto: JMJ/Flickr.